quarta-feira, 2 de agosto de 2017

2 Coríntios 2:12

2 Coríntios 2:12 - Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e abrindo-se-me uma porta no Senhor.
ORA, QUANDO CHEGUEI. O desejo e o programa de atuação do apóstolo seria viajar para Corinto, a fim de resolver os problemas das divisões naquela igreja, porem, o fato de uma liderança importante daquela comunidade se levantar contra o apóstolo mudou o roteiro de sua missão. O apóstolo dos gentios foi chamado por Cristo para fazer missões, que era fundar uma nova igreja, preparar obreiros locais e partir para outras localidades para levar as boas novas de Cristo, a quem não o conhecia ainda.

A TRÔADE. Conforme a geografia bíblica, essa era uma região e não uma cidade como muitos imaginam. Essa região hoje fica na Turquia e tem como entornos conhecidos o mar Egeu, Anatólia, Helesponto, sendo cortada em sua parte oeste, pelo muito conhecido monte Ida. Não se sabe em qual local dessa região o apóstolo se refere em que esta porta se abriu para ele, a fim de anunciar as boas novas do evangelho.

PARA PREGAR. Esse era na realidade o ministério de Paulo, como um verdadeiro evangelista, que foi chamado exclusivamente para pregar as boas novas sobre o Cristo de Deus. Ele não foi chamado para pastorear uma igreja local, porque sua missão era transcultural, anunciando a Jesus Cristo onde o Senhor ainda não era conhecido. Sem, no entanto, se negar a edificar as igrejas por ele fundadas, por onde passava. Mas, no fundo da sua alma, ele gostava mesmo era de fazer missões e pregar o evangelho.

O EVANGELHO. A antiga dispensação tinha como base a legislação de Moisés, com os dez mandamentos escritos pelo próprio Deus, além dos muitos mandamentos, estatutos e juízos escritos por Moisés para organizar Israel como nação independente. Na nova dispensação implantada pelo Messias de Deus, Jesus de Nazaré, tem como fundamento o evangelho das boas novas, o Novo Testamento, escrito para a igreja.

DE CRISTO. O evangelho de Cristo. Essa é uma expressão que nos ensina sobre a mensagem das boas novas sobre o Cristo de Deus. Quando se diz que o evangelho é de Cristo é porque o Senhor Jesus trouxe uma mensagem de esperança para o mundo perdido por meio da redenção da humanidade. Isso porque, falar sobre Cristo é falar sobre o enviado de Deus pai, que foi ungido para implantar a nova dispensação.

E ABRINDO-SE-ME UMA PORTA. O escritor fala de uma oportunidade de ouro que surgiu, a fim de que ele anunciasse as boas novas do evangelho de Cristo na região de Trôade. O apóstolo dos gentios estava feliz por essa possibilidade de pregar o evangelho naquela região, porque em outras partes do mundo gentílico as portas estavam fechadas para ele, isso por conta das perseguições contra o cristianismo.

NO SENHOR. Foi o Senhor Jesus quem abriu a porta naquela região para que o missionário de Cristo pudesse fazer os seus trabalhos em prol do evangelho das boas novas. Geralmente, nas páginas do Novo Testamente, esta palavra “Senhor” se refere a Cristo, ele que já antes da sua vinda ao planeta terra era esperado como sendo o Rei da descendência de Davi. Sempre citamos o Profeta (Daniel 7:14) que era uma profecia sobre o governo de Cristo e o Apocalipse diz que ele é Senhor dos Senhores.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

2 Coríntios 2:10-11

2 Coríntios 2:10-11 - E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás. Porque não ignoramos os seus ardis.
E A QUEM PERDOARDES ALGUMA COISA. Paulo expressa seu conselho aos cristãos de Corinto, no sentido de que eles deveriam perdoar aquele que estava provocando divisões na igreja do Senhor Jesus naquele lugar. Podemos compreender que o ofensor não somente se levantou contra o apóstolo Paulo, mas também contra a própria igreja de Cristo em Corinto. Portanto, a igreja precisava perdoar o irmão e consolá-lo.

TAMBÉM EU, PORQUE, O QUE EU TAMBÉM PERDOEI. A própria mensagem contida neste texto do capítulo dois desta carta, nos deixa transparecer que o apóstolo dos gentios já havia perdoado o seu opositor na igreja de Cristo que estava em Corinto. O que ele esperava é que a igreja exercesse de fato o amor fraternal com aquele que havia causado tantos problemas para Paulo e para as atividades locais da igreja.

SE É QUE TENHO PERDOADO. Os comentaristas defendem que, neste momento entrou um foco de dúvida no escritor, se efetivamente ele havia ou não perdoado o seu opositor, o que é natural na mente de um ser humano cheio de falhas. O fato é que a investida deste opositor de Paulo foi por demais hostil, contra o próprio testemunho do apóstolo, bem como contra o seu ministério e a sua autoridade.

POR AMOR DE VÓS O FIZ. Agora, o autor clareia um pouco mais ao declarar que, ele perdoou o seu opositor por amor da igreja de Cristo em Corinto. Talvez este irmão que tinha ofendido ao apóstolo fosse uma pessoa importante na igreja de Corinto, e como Paulo sempre desejava o bem estar da igreja do Senhor Jesus, então estava perdoando o seu ofensor, mesmo que ele não merecesse uma segunda chance.

NA PRESENÇA DE CRISTO. O escritor fala desta forma, porque na realidade não tinha em seu coração nem um ressentimento de raiva, ódio ou vingança contra aquele que estava lhe difamando. Quando ele diz: “Na presença de Cristo” é porque ele invoca o nome do Senhor como sua testemunha de que tudo estava resolvido quanto ao que se devia fazer com aquele que havia lhe ferido, com o resultado do seu perdão.

PARA QUE NÃO SEJAMOS VENCIDOS POR SATANÁS. Se estas demandas contra o irmão que se levantou contra o apóstolo tivesse um desfecho negativo, quem sairia ganhando com isso era satanás, ele que certamente estava por traz destas desavenças. Percebe-se que o inimigo de Deus e dos homens, também exerce suas influencias na vida de alguns que, mesmo fazendo parte da igreja, mas se deixam influenciar pelas forças do mal. Satanás sempre coloca uma pessoa contra a outra, até dentro da igreja.

PORQUE CONHECEMOS OS SEUS ARDIS. O apóstolo se refere aos resultados das influencias negativos que o diabo provoca quando ele tem influencia na vida das pessoas. O diabo com os seus demônios buscam a todo o momento prejudicar a igreja de Cristo. O que o império das trevas fez contra Cristo, depois ele vem fazendo contra a igreja de Cristo. Muitos problemas que surgem na igreja são provocados pelo diabo.

2 Coríntios 2:8-9

2 Coríntios 2:8-9 - Por isso vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. E para isso vos escrevi também, para por esta prova saber se sois obedientes em tudo.
POR ISSO VOS ROGO. Essa é uma expressão usada por Paulo para denotar o seu anseio de que os seus leitores vai na realidade, atender seu apelo, e com o amor fraternal receber de bom grado aquele que estava errado, mas que iria se concertar com a chegada desta carta. Rogar, neste caso, também nos faz ver a humildade do apóstolo, que mesmo sendo uma grande autoridade da igreja de Cristo no mundo gentílico, mas não determina e nem ordena, mas com simplicidade fazia era pedir.

QUE CONFIRMEIS COM ELE. O autor já estava com a certeza absoluta que, com a chegada desta correspondência, o tal irmão causador das contendas na igreja de Corinto seria tocado em sua sensibilidade espiritual, no sentido de se concertar dos seus erros, a fim de que, as coisas voltassem a ser como antes. Com isso, ele incentiva os seus leitores a que não penalizasse mais o opositor, mas lhe fizesse o bem.

O VOSSO AMOR. Nisto o escritor tinha certeza, no amor que os servos de Cristo na cidade de Corinto tinham uns para com os outros. Até porque o apóstolo dos gentios conhecia de perto os irmãos, por ser o fundador daquela comunidade cristã. Conjecturamos que o escritor tinha dado seu exemplo pessoa, quando esteve com eles, bem como havia também ensinado sobre o segundo mandamento da lei de Cristo, que é amar ao próximo como a si mesmo, tendo que perdoar as ofensas.

E PARA QUE VOS ESCREVI TAMBÉM. São muitos e diversos os objetivos pelos quais Paulo estava escrevendo e enviando esta sua carta, com duras exortações e conselhos edificantes. Não havia neste momento empecilho algum para que o autor fosse pessoalmente até a cidade de Corinto, senão o fato de que ele não queria desabafar pessoalmente o seu desalento. Por isso que ele preferiu escrever.

PARA POR ESSA PROVA. Não se sabe ao certo, a que prova se refere o apóstolo, se a prova que ele estava passando de ser traído por um companheiro de ministério. Se ele se reporta a prova que o ofensor seria submetido com a chegada desta carta. Ou por fim, a prova em que os seguidores de Cristo naquela cidade teriam que ser submetido, em perdoar o ofensor, lhe oferecer ajuda e consolo, o recebendo como irmão na fé.

SABER SE SOIS OBEDIENTES. Neste ponto, o autor clareia mais um pouco o que ele havia escrito um pouco antes, quando falava sobre a “prova”, porque nos faz entender que mesmo indiretamente, o apóstolo estava querendo saber se seus filhos na fé tinham consideração a sua carta, sua autoridade apostólica e a sua própria pessoa. Quando presente, eles eram obedientes, mas com a ausência de Paulo, como seria?

EM TUDO. É como se o apóstolo colocasse em cheque toda a sua autoridade, dizendo: Ou tudo ou nada, ou vocês tem consideração por mim, ou perco a esperança de que tenha trabalhado em vão para convosco. Certamente o escritor fala não somente das recomendações expostas anteriormente, mas com certeza, ele se reporta a todo o conteúdo de sua carta. Era uma prova de fogo que Paulo colocava diante dos seus leitores, querendo e desejando fazer um teste de confiabilidade de seu apostolado.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

2 Coríntios 2:7

2 Coríntios 2:7 - De maneira que pelo contrário deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que o tal não seja de modo algum devorado de demasiada tristeza.
DE MANEIRA QUE. No texto anterior, o autor escreveu que a igreja de Cristo em Corinto não tomasse deliberadamente atitudes de vingança contra aquele que estava fazendo movimentos contrários à autoridade apostólica de Paulo. Pelo contrário, o apóstolo recomenda que os irmãos demostrassem amor para com o ofensor, no sentido de comover pelo amor o coração do seu opositor, para que este viesse a se arrepender dos seus atos de maldades, contra quem só lhe fez o bem.

PELO CONTRÁRIO. Naturalmente, o ser humano procura até pelo sentimento de defesa, se vingar de todos aqueles que lhe faz oposição. No caso de Paulo, percebe-se o quanto ele era de fato um homem de Deus, que havia de verdade aprendido com Cristo o valor do perdão. Da mesma forma, ele recomendava que agissem pelo senso de compreensão, em não tomar vingança contra os que se levantavam contra eles.

DEVEIS ANTES PERDOAR-LHES. É claro que o escritor esperava que houvesse uma repreensão, ainda que indiretamente, contra o seu opositor, mas que, como cristãos, os líderes da igreja em Corinto perdoassem o malfeitor. Precisamos aprender com esse exemplo do apóstolo dos gentios, antes de tomarmos qualquer atitude de retaliação contra quem nos contraria. Ele disse: Sede meus imitadores (1 Coríntios 11:1).

CONSOLÁ-LO. A primeira atitude recomendada pelo autor é perdoar o seu opositor e depois procurar lhe consolar, se este seguisse o sentimento de arrependimento. Notamos que o apóstolo já tinha certeza que o seu opositor haveria de se arrepender dos seus erros, razão porque nos leva a imaginar que o apóstolo conhecia bem o irão que vinha se levantando contra seu ministério. Esse tal precisava de consolação.

PARA QUE O TAL. Não se sabe ao certo quem de fato era o opositor de Paulo na igreja de Corinto, neste momento em que ele escreveu esta carta. O apóstolo Pedro havia circulado por aquela região, é tanto que tinha alguns que defendia que ele se tornasse o líder daquela igreja. Apolo era outro que vinha fazendo um bom trabalho de ensinamento das Sagradas Escrituras. Mas Paulo foi o fundador da igreja em Corinto.

NÃO SEJA DE MODO ALGUM DEVORADO. Depois da repreensão feita pelos líderes locais da igreja de Corinto ao opositor do ministério de Paulo, o tal seria tomado de profundo arrependimento, que merecia a atenção dos irmãos, para que ele não viesse a se desviar dos caminhos de Cristo, nem muito menos se suicidar, tirando a própria vida. Isso nos dá a dimensão da gravidade dos erros cometidos por esse homem.

DE DEMASIADA TRISTEZA. Efetivamente está comprovado até mesmo pela ciência que a tristeza profunda na alma de um ser humano, além das suas possibilidades de suportabilidade pode leva-lo a morte física. Em se tratando da morte espiritual, isso também é fato, quando o indivíduo não procura a cura pelo perdão divino. No entanto, o escritor mostra o medicamento ideal para sarar a doença da alma do seu opositor, que era justamente lhe perdoar e trata-lo com amor e compreensão, como se nada tivesse acontecido, desde que ele se arrependesse verdadeiramente do seu erro.

2 Coríntios 2:5-6

2 Coríntios 2:5-6 - Porque, se alguém me contristou, não me contristou a mim senão em parte, para vos não sobrecarregar a vós todos. Basta-lhe ao tal esta repreensão feita por muitos.
PORQUE, SE ALGUÉM ME CONTRISTOU. Até pelo fato de não mencionar o nome deste “alguém” que estava fazendo oposição ao apóstolo, se percebe a ética do grande líder das igrejas gentílicas. Porque a intenção do autor não era matar o indivíduo, nem tão pouco envergonhá-lo, mas sim, provocar o seu arrependimento. Aprendemos na primeira epístola de Paulo aos Coríntios que, o partidarismo havia sido instalado naquela igreja, e alguém ainda permanecia criando problemas para a igreja.

NÃO ME CONTRISTOU A MIM. Não contristou somente a mim. Os problemas causados por este opositor a Paulo e ao seu ministério, provavelmente, tinha afetado toda a igreja de Cristo naquele lugar. A igreja é um corpo só, de maneira que, quando um membro adoece, todo o corpo padece junto, os problemas com parte do povo de Deus, termina contaminando outros membros da comunidade cristã.

SENÃO EM PARTE. Mas, no caso de Paulo, como ele já tinha estrutura espiritual para suportar grandes provações, não lhe afetou completamente, senão em parte. Como ele se expressou em textos anteriores, a tristeza havia atingido seu coração, talvez sua alma, mas o espírito estava intacto, porque ele era um homem preparado para suportar até mesmo as injustiças. Com isso, o apóstolo dos gentios nos ensina que, devemos estar preparados para enfrentarmos os testes em que somos submetidos.

PARA VOS NÃO SOBRECARREGAR. Percebe-se a preocupação do escritor em tentar isolar o caso que era contra ele e seu ministério, da igreja de Cristo. O apóstolo sabia da estrutura dos seus filhos na fé que, como novos convertidos não suportariam tamanha carga. O verdadeiro líder prefere sofrer consigo mesmo do que permitir que os problemas no seio da igreja venham a prejudicar a igreja amada de Cristo.

A VÓS TODOS. Tudo indica que essa oposição à autoridade de Paulo provinha de alguém importante do cristianismo. Se examinarmos o que foi dito na primeira epístola aos Coríntios, pelo menos quatro facções estavam formadas nesta comunidade crista. Consequentemente, cada ala tinha um ou mais mentores das controvérsias. Quando sabemos que, o foco era tentar desclassificar a autoridade apostólica de Paulo.

BASTA-LHE AO TAL ESSA REPREENSÃO. A carta chegaria a igreja de Corinto, e o escritor já via ela sendo lida na presença de todos. Mesmo sem citar o nome deste “alguém” que havia se levantado contra Paulo, mas como todos sabiam internamente do caso, seria o suficiente como constrangimento para o ofensor do apóstolo. Quem ainda não tinha conhecimento dos fatos, a partir de então tomaria parte do negócio.

FEITA POR MUITOS. Paulo não quis ir pessoalmente resolver o problema, porque se ele fosse certamente, ia pegar pesado contra os que estavam se levantando contra ele. Mas desejava que a igreja tomasse conhecimento dos fatos. Feito isso, a própria igreja cuidaria de repreender “aquele” que estava sendo injusto contra o apóstolo. Quando estamos corretos, não precisamos revidar a ninguém, deixa que Deus resolve tudo.

sábado, 29 de julho de 2017

2 Coríntios 2:4

2 Coríntios 2:4 - Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.
PORQUE EM MUITAS TRIBULAÇÕES. As notícias do momento, sobre alguns indivíduos que faziam parte da igreja de Corinto deixaram o apóstolo simplesmente arrasado, e isso porque tais pessoas eram por demais queridas por Paulo. Realidade é que, quando somos contrariados por pessoas de menos importância para nós, isso não nos abala tanto, até porque é isso mesmo que se espera dos seres humanos naturais. Mas quando somos feridos por pessoas que amamos isso nos deixa sem chão.

E ANGÚSTIAS DO CORAÇÃO. Certamente, o que estava ocorrendo na igreja de Corinto provocou profundas angústias no apóstolo, ao ponto desta tristeza se misturar com o sentimento de amargura, e desalento, quanto aos leitores deste tratado. E quando se trata da angustia do coração, isso fala do mais íntimo do escritor, o seu homem interior e não algo superficial. A tristeza chegou a sua alma e ao seu espírito.

VÓS ESCREVI. É bem provável, que se o tempo fosse oportuno, ele não escreveria, mas se deslocaria até a cidade de Corinto para como pai, castigar a todos os que estivessem errados, mas com amor. Ao escrever esta missiva o apóstolo mais do que em qualquer outra, expressa seus sentimentos mais profundos, não por ódio ou sentimento de vingança, porem, com um cuidado zeloso, querendo o melhor para todos.

COM MUITAS LÁGRIMAS. O apóstolo dos gentios era um homem sensível diante das dificuldades, na vida dos seus filhos na fé. Por conhece-los de perto, e por ter convivido pessoalmente com eles já um bom tempo, as preocupações do apóstolo se transforma em lágrimas, por não suportar tanta pressão psicológica. As lágrimas, neste caso, representava o transbordar de angústias e tristezas acumuladas, o que não coube no coração, teve que sair pelos olhos, como o transbordar de um cálice.

NÃO PARA QUE VOS ENTRISTECÊSSEIS. O escritor não queria ver tristeza sobre tristeza, ou seja, de fato ele estava carregado de tristeza, mas não desejava que os seus leitores ficassem do mesmo modo que ele. O que o autor quer efetivamente é tocar na sensibilidade dos seus filhos na fé, expondo suas amarguras, no sentido de que eles percebessem o quanto o apóstolo desejava o bem de todos eles.

MAS PARA QUE CONHECÊSSEIS O AMOR. Fazer o que Paulo fez, em favor das igrejas gentílicas, somente alguém movido pela combustão do amor fraternal era capaz de fazer. Além do mais, o apóstolo aprendeu com Cristo de verdade sobre o segundo mandamento da lei do Mestre, que é amar ao próximo como a sim mesmo. Eles mereciam que Paulo fosse até a cidade de Corinto, desse um esculacho bem bom, disciplinasse os que estavam errados, e expulsasse os rebeldes, mas ele não fez assim.

QUE ABUNDANTEMENTE TENHO POR VÓS. Era grande o amor que o apóstolo tinha pelos seus filhos na fé. Por isso que, na primeira carta aos Coríntios, capítulo treze, encontramos a grande lição do apóstolo, sobre o que é na prática o amor fraternal ensinado por Cristo e que deveria também ser praticado, pelo apóstolo e por todos.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

2 Coríntios 2:3

2 Coríntios 2:3 - E escrevi-vos isto mesmo, para que, quando lá for, não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; estou confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós.
E ESCREVI-VOS ISTO MESMO. Esta carta do apóstolo Paulo também é conhecida como a missiva severa, isso porque o escritor tinha conhecimento de vários pontos negativos sobre os que faziam parte da igreja do Senhor Jesus em Corinto. Como também existem vários comentaristas do Novo Testamento que defendem que esta carta de segundo Coríntios não foi de início uma única peça literária do Paulo, mas que ele escreveu várias correspondências, que posteriormente foram juntas neste tratado.

PARA QUE, QUANDO LÁ FOR. Conforme temos demonstrado, o autor foi o fundador da comunidade cristã na cidade de Corinto, bem como em outras cidades daquela região, além de que esteve em outras ocasiões visitando esta igreja. Agora, não queria ir lá, porque se fosse, iria tomar algumas providências que trariam alguns transtornos para a igreja. Mas, em tempo oportuno, pretendia chega mais uma vez em Corinto.

NÃO TENHA TRISTEZA. Esta carta, pelos assuntos tratados nela, certamente concertariam várias demandas que estavam transcorrendo entre os membros da igreja de Corinto, razão porque o escritor pretende mais na frente fazer mais uma visita ou outras tantas aquela igreja. E ficamos sabendo que tempos depois, a chegada de Tito, trazendo boas novas de Corinto aliviou os sentimentos negativos do apóstolo.

DA PARTE DOS QUE DEVERIAM ALEGRAR-ME. Estes mesmos que estavam criando problemas dentro da comunidade cristã de Corinto eram os mesmos que haviam sidos evangelizados pelo apóstolo e seus cooperados. De forma que, se tivessem senso de responsabilidade, tomavam o conselho do fundador daquela igreja, quanto a não criarem problemas para a igreja de Cristo. Paulo estava decepcionado com muitos, porque estavam agindo ao contrário do que o apóstolo havia lhes ensinado.

ESTOU CONFIANDO EM VÓS TODOS. Apesar de não citar nomes, mas temos certeza que, o escritor pensava em sua mente, naqueles que estavam contribuindo para as divisões dentro da igreja de Corinto. Para não ser inconveniente, o autor escreve de maneira genérica, quem sabe para que aqueles que fossem inocentes, e que estavam agindo corretamente, cobrassem dos que estavam criando os problemas.

QUE A MINHA ALEGRIA. O que Paulo desejava mais neste momento era de que, os seguidores de Cristo da igreja de Corinto voltassem a ser quem eram, no princípio daquela comunidade cristã. Porque o próprio apóstolo teve entre eles muitos momentos de alegria, tanto quando se convertiam do paganismo para o cristianismo, como também nos momentos em que lhes ensinava as doutrinas cristãs.

É A DE TODOS VÓS. Há quem diga que, o autor desta carta, só retornaria a cidade de Corinto, quando soubesse que os problemas foram primeiro resolvidos por eles mesmos. Porque desta forma, não somente o apóstolo, ao retornar aquela igreja, iria se sentir feliz, mas também todos eles que faziam parte do reino de Cristo naquela cidade. Nem Paulo, nem muitos menos os irmãos iriam se sentir confortáveis, agora.

Atos 28.30-31

Atos 28.30-31 - E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara, e recebia todos quantos vinham vê-lo. Pregando o rein...